A indústria brasileira de fundos deu continuidade ao bom desempenho de janeiro e encerrou o segundo mês do ano com captação líquida de R$ 8,8 bilhões, resultado da diferença entre aplicações de R$ 131,8 bilhões e resgates de R$ 123 bilhões.
Segundo os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a captação acumulada em 2010 já atinge R$ 13,9 bilhões, montante 162,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Além disso, com o resultado de fevereiro, a captação da indústria nos últimos 12 meses ultrapassa, pela primeira vez, o patamar dos R$ 100 bilhões.
Ao final do mês, a indústria brasileira de fundo contava com 8.972 fundos, além de 89 offshore, que detinham patrimônio líquido de R$ 1,45 trilhão.
Categorias
Em fevereiro, a categoria com melhor captação foi Renda Fixa, que viu as aplicações superarem os saques em R$ 3,109 bilhões. Além disso, a categoria FIDC também registrou bom desempenho no período, com saldo de R$ 1,171 bilhão de captação líquida.
Vale mencionar que apenas duas categorias tiveram captação negativa no período: Cambial (R$ 4,16 milhões) e Dívida Externa (R$ 20 mil). As categorias Imobiliário e Exclusivo Fechado não têm dados de aplicação e resgate disponíveis.
Rentabilidade
Entre as rentabilidades, o destaque fica com os Fundos de Ações Setoriais Privatização Vale, que se recuperaram do mau desempenho apresentado no início de fevereiro e encerraram o mês com rentabilidade média acumulada de 3,09% (no caso da subcategoria Ações Setoriais Privatização Vale - FGTS) e 3,24% (no caso da subcategoria Ações Setoriais Privatização Vale - Recursos Próprios).
05/03/2010